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sábado, dezembro 27, 2008

Natal [a ressaca]

Não sei se, nestes dias, consegui ganhar algum dos cinco quilos desejados há séculos, mas não tenho dúvidas que me aproximei escandalosamente da diabetes.

Presentes

Aposto que mais ninguém recebeu um curso de esqui!

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Natal

Esta noite as luzes vão acender-se todas ao mesmo tempo. Haverá uma estrela-guia, para o que quer que desejemos. Haverá risos e crianças. Haverá embrulhos e papel pelo chão. Rasgado.

Esta noite haverá fome e gente triste nas ruas. Haverá morte e choro e gritos e lágrimas.

Esta noite poderia ser igual às outras.

Mas esta noite, nasce Jesus. Acredite-se, ou não...

terça-feira, dezembro 23, 2008

Tu, outra vez

Falámos 40 minutos. Actualizámos informação. Soubemos pormenores um do outro. O Natal também é isto: perdoar, passar à frente, ser capaz de enfrentar fantasmas. A tua vida distante da minha, os meus pensamentos longe dos teus, mas tantas referências iguais. Como se tivéssemos crescido juntos. E crescemos, a cada Verão. E ficou a promessa de um reencontro, um destes dias. Ou no próximo Natal.

domingo, dezembro 21, 2008

Eu cá gosto do Natal!

Desde sempre. Desde os tempos em que os meus pais escondiam os presentes no roupeiro dos avós. Nessa altura, eu e os meus irmãos esperávamos pelo momento em que ficávamos sozinhos em casa e, pé ante pé, lá íamos à descoberta do que viria no sapatinho. Nessa altura, havia um sapatinho na chaminé. Não sabíamos muito bem que havia um Pai Natal, velhote das barbas brancas que a Coca-Cola terá inventado. Havia o sapato. Todos os dias 24 de Dezembro tínhamos, debaixo da chaminé, em cima do fogão, o nosso mais bonito e querido sapato. Diziam-nos que o Menino Jesus, pequenino - sabe-se lá como - descia pela chaminé e trazia os presentes. Era o dia em que mais cedo acordávamos, o 25. Era o dia de Natal!


Lembro-me ainda do Natal em que o meu tio levou um convidado à ceia. Era negro, um rapaz, adolescente, pouco mais velho que eu. E vivia numa instituição, com outros miúdos, sem pais. Sei que trocámos presentes com ele, que lhe demos brinquedos, que partilhou connosco o sabor do perú. E, anos mais tarde, acabei por convidar o N. com o mesmo intuito. Ele estava a preparar-se para passar a noite de Natal sozinho, em casa. Estávamos a sair da redacção e calhou perguntar-lhe o que ia fazer. E assim acabámos juntos, a comer Tiborna, a ouvir as crianças que eram minhas mas que o fizeram sorrir. E o Pai Natal já existia, dessa vez!

Hoje, nas últimas compras, ouvi muita gente a maldizer o Natal. Não partilho dessa opinião, dos que dizem que é só consumismo e não sei mais o quê... Eu comecei cedo a fazer as compras e fui comedida: mais do que valores materiais, procurei, nos meus presentes, caras. A cara de cada um, quando receber o presente. Gosto de ver os sorrisos, de sentir os beijinhos, de agarrar os abraços. Gosto disso. E é nesses momentos que penso, quando compro a prenda, seja cara ou barata. É claro que quase me irritei quando, na sexta-feira, fiquei mais de uma hora e meia à procura de lugar para o carro, no Bairro Alto. Mas suportei, espírito zen - como aprendi com o Detective Crews, da série Life - e acabei a comer um bife com alho e a beber cola zero. Com as miúdas com quem lido diariamente, com aquelas de quem pouco ou nada sei se não houver momentos assim.

Já agora: troquei hoje presentes com o P. Acertei em tudo! E tenho um ipod espectacular. Só me falta aprender a lidar com ele. Tenho 365 dias para isso.

Feliz Natal a todos os que por aqui passam. É um prazer contar convosco!