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quinta-feira, agosto 28, 2008

angústias

O meu desejo é de morrer, pelo menos temporariamente, mas isto, como disse, só porque me dói a cabeça. E neste momento, de repente, lembra-me com que melhor nobreza um dos grandes prosadores diria isto. Desenrolaria, período a período, a mágoa anónima do mundo; aos seus olhos imaginadores de parágrafos surgiram, diversos, dos dramas humanos que há na terra, e através do latejar das fontes febris erguer-se-ia no papel toda uma metafísica da desgraça. Eu, porém, não tenho nobreza estilística. Dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. Dói-me o universo porque a cabeça me dói. Mas o universo que realmente me dói não é o verdadeiro, o que existe porque não sabe que existo, mas aquele que se eu passar as mãos pelos cabelos me faz parecer sentir que eles sofrem todos só para me fazerem sofrer.

Livro do Desassossego, Bernardo Soares

terça-feira, julho 01, 2008

angústias

quando está no auge o primeiro dia [de cinco] de dores de cabeça, só consigo perguntar quando chega a menopausa...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Regresso ao trabalho

As segundas-feiras já são o que são. E para mim são sempre desastrosas. À moda do Garfield, 'I hate mondays'. Mesmo! Mas uma segunda-feira após duas semanas de folga é obra. E uma segunda-feira, após duas semanas de folga, que corre mal, é ainda pior.

Irritam-me as incompetências mas irrita-me ainda mais que as pessoas não assumam os erros, a culpa, a responsabilidade. E se fico prejudicada com isso, então, fico fora de mim. Hoje foi um desses dias em que tive de arcar com as culpas de outros e, para não incriminá-los, tive de saber receber a crítica, defender-me comedidamente, e não explodir. É chato. Não gosto.

Que mais posso dizer? Amanhã é terça.