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sexta-feira, março 13, 2009

vou andar por aí



Este fim-de-semana vou andar por aí, com uma igual a esta na mão, a fazer os TPC. A fotografar sem rede, sem segunda oportunidade.

segunda-feira, março 02, 2009

A room with a view

[Friedrichstrasse, Berlin]

segunda-feira, janeiro 05, 2009

e deus...!


O Mais Cidade tem hoje uma casa emprestada. Durante o dia vamos estar no E Deus criou a mulher a convite do Miguel. O mote é a frase que tenho tatuada na pele: "'There are only three things to be done with a woman [...] 'You can love her, suffer for her, or turn her into literature.'" [The Alexandria Quartet, Lawrence Durrell]

sábado, dezembro 06, 2008

My friend The Dead Tree


Há anos que tenho um projecto. Escolher uma árvore na Serra e fotografá-la quatro vezes ao ano. Uma imagem por cada estação. Por preguiça nunca passou disso, de um projecto. Há quem o tenha levado à prática ainda que numa dimensão muito superior. Está aqui e é lindo.

quinta-feira, julho 10, 2008

dia de avio

sábado, junho 28, 2008

postais

[cor]


[pele]


[fé]

domingo, março 30, 2008

Obrigada...


























terça-feira, fevereiro 12, 2008

cores de barcelona






































[La Boqueria, Barcelona, Janeiro 2008]

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Segue dentro de momentos




Pedimos desculpa pela interrupção mas este blog esteve de férias em Barcelona. Só para quem pode :)

quinta-feira, novembro 29, 2007

Quiosque

[ainda Santiago do Chile]

sábado, novembro 24, 2007

o chile numa imagem

[Santiago do Chile]

domingo, novembro 18, 2007

a minha saída

[metro de Santiago do Chile]

[Não me recordo do nome da estação. Já dei voltas à cabeça e à net, mas não há meio. A geografia de Santiago não me ficou nos sentidos. Apenas uma ligeira impressão de ruas que não foi suficiente para evitar que nos perdessemos no último fim de tarde. A saída de metro ficava longe do hotel, e como se não bastasse teimei em ir na direcção contrário. Andamos o dobro. ]

sexta-feira, novembro 16, 2007

Provocar

[Reuters]

sábado, novembro 10, 2007

Café chileno

No Chile bebe-se “Café com pernas’. E por muito que se estranhe não chega a entranhar-se. Conta a história que estes bares mais ou menos requintados foram criados durante a década de 90 para dar algum colorido à vida dos pobres chilenos oprimidos pela ditadura. O Haiti, um de muitos, é um espaço amplo, paredes-meias com o palácio presidencial, de porta aberta para a rua. De uma ponta a outra, diagonalmente à entrada, há um balcão que começa a [mais ou menos] um metro do chão. No espaço deixado vago vêem-se as pernas, sempre elegantes, das empregadas que servem cafés. Os vestidos, em azul e branco, são [muito] curtos. Mas há pudor na forma como o tecido lhes cobre o colo.

Naquele fim de tarde frio há pouco mais de duas dezenas de pessoas por ali. Encostados ao balcão, quase todos na idade da reforma. São talvez os que ainda têm memória do tempo em que está era a única forma de exercitar a imaginação. É um local turístico, mas algum pudor pelas pernas desnudas das moças, fez com que não tirasse fotografias. Arrependo-me. A realidade faz parte do colorido local e merece ser retratada. A alguns metros de distância, temos a versão menos recatada do “café com pernas”. O balcão é semelhante e a arquitectura rege-se pelos mesmos princípios. Mas aqui as pernas serão, talvez, o menos interessante. É tudo uma questão de gostos. Os tais que não se discutem. O espaço é muito pequeno e a porta está ‘encostada’ para a rua. Não há porteiro nem restrições à entrada. Lá dentro há muito fumo, mas não o suficiente que impeça de ver as mulheres, com minúsculos fios dental e saltos de 15 centímetros, que servem atrás do balcão.

Estas miúdas têm horário de função pública. Trabalham entre as 8 e as 21h [é a isenção de horário], não servem bebidas alcoólicas e ganham pelo que vendem e pelas fotografias [as que se deixam fotografar] que os turistas queiram pagar. Ninguém ficará rico por vender coca-colas e sumos de fruta... Elas não explicam – também não dizem quanto ganham de ordenado, limitam-se a sorrir quando perguntamos se é pouco –, mas calculo que a falta de álcool seja uma forma de evitar desacatos. Se querem bater que batam na mulher logo que chegarem a casa. Se não houver razão, que seja pelo facto da mesma, a mulher, não vestir aquela lingerie. E se veste, por ficar um verdadeiro estafermo!



sexta-feira, novembro 09, 2007

Não admira que o homem escrevesse bem


[A Isla Negra não é uma ilha, mas apenas um pequeno pedaço de paraíso em frente ao Pacífico. Recebeu-nos numa tarde muito fria a ameaçar chuva. Aqui fica uma das três casas de Pablo Neruda. Não visitei a casa museu, cheia de quinquilharia. Tive pena. Haverá uma próxima?]

Descubra as diferenças

[Berlim, 1939 ou Santiago do Chile, quarta-feira à tarde?!]

A banda a tocar ao longe. E eu acabada de chegar, com vontade de ver tudo. A cidade, as ruas que interessam, ali ao lado pela primeira vez desde que aterrei. A estátua de Allende ali tão perto. Eu a querer fugir da comitiva. A boca seca do calor. Da antecipação. A banda a tocar cada vez mais perto e as figuras oficiais a dizerem-nos para entrar. É agora ou nunca. Está chegar a esfinge com quem não me consigo conciliar. É uma questão de pele. Empurram-nos para dentro do palácio. E eu a querer ver a praça. A querer sentir a vida. Eu de máquina em riste. A J. a dizer-me que pareço uma turista. Eu a fazer ar de ofendida. Que não. Que já mandei trabalho e mais virá logo que o homem bote discurso. O calor que aperta na sombra do Pátio de los Cañones. A banda que se cala e o homem que não chega. Agora ninguém nos deixa sair. Está calor. Tenho os lábios a ameaçar gretar, quero uma água e só me falam de protocolo. Os militares perfilados à nossa frente, mais o outro que espreita pela janela com ar de enfado. Está quente e sei que na próxima hora isto não dará em nada. A cidade que chama do outro lado do protocolo. Fico porque não tenho alternativa. Os passos que se calam sobre a passadeira vermelha. As honras militares e outros tantos salamaleques. Vou aonde não devo. Estou dentro do palácio porque tenho a mania que percebo de fotografia. Oiço a mulher em elogios de circunstância. E eu só penso em água. Passo pelos militares que se espalham pelos corredores do palácio. Chego à rua. Tenho uma boa meia hora para fazer o que quiser. Volto já.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Postais do Chile

Passada a primeira prova. Escritos os primeiros caracteres que atravessarão os Andes, e depois o Atlântico, antes de serem impressos, saio para a rua com meia hora para matar a fome. É muita. O pequeno-almoço [frugal, como são todos em hotéis de duas ou três estrelas] passou há horas. Respiro fundo e deixo que se entranhe o cheiro quente dos destinos exóticos. Já ontem, mal se abriu a porta do A330, percebi que estava no ar. O cansaço, de mais de 13 horas de voo, só deixou que estranhasse o calor de Verão. Em Portugal está apenas calor, aqui é Verão [ou quase]. São coisas completamente diferentes. Vou senti-lo na pele e nos sentidos nos próximos dias.

Sento-me numa esplanada deste bairro de escritórios. Não tenho a menor noção da geografia de Santiago. Há montanhas em todas as direcções. Não me sai da cabeça a sensação de estar dentro de um ninho. Ou então de um vulcão. A cidade no meio. Aconchegada. Aos poucos, a cidade entranha-se. Facilmente me mudava para um país da América Latina. Gosto do ar cosmopolita e europeu desta cidade. Gosto apesar das tendências hitlerianas deste povo. Gosto do verde das avenidas, das árvores e arbustos em cada uma delas. Lembra-me Porto Alegre. Faz-me pensar em viagens com borboletas. Gosto dos cheiros. Dos sons. Das cores. Gosto da Plaza de Armas. Lê-se o futuro nas palmas da mão. Escolhe-se o destino em cartas de tarot, enquanto se fazem tranças em cabelos negros. Pinta-se o Che em cores garridas. A tradição espelhada na modernidade. A catedral reflectida num prédio que todos os dias se queixa porque se sente desenquadrado. Lá em cima, muitos metros acima do chão, cinco homens cobrem de verde uma estrutura metálica. Terá o Chile a maior árvore de Natal da América do Sul? As ruas repletas de gente. Gosto do ar despreocupado. Há malabaristas com bolas num parque de cidade. Casais que se comem à vista de todos. São despudorados os sul-americanos. Vi o mesmo, há uns anos, no México. Gosto dos pormenores que fotografo de cinco em cinco minutos. A S. chama-me picuinhas. Talvez. Sei que hoje tirei a fotografia que valerá por toda a viagem. E gostei.

A room with a view

[Av. Vitacura, 2929 - Santiago do Chile]

sábado, setembro 15, 2007

Um pico de fé...



... dá jeito a qualquer um.

quarta-feira, junho 27, 2007

Coisas que me tiram do sério [vi]

A telephone box sits in flood waters in the Catcliffe area of Sheffield, northern England, June 26, 2007. Hundreds of people have been evacuated from their homes in South Yorkshire as officials warn a dam could collapse following severe flooding that has killed three people. REUTERS/Darren Staples (BRITAIN)