quarta-feira, janeiro 17, 2007

Ternuras

Sentaram-se os dois à mesa, ao meu colo. Ela quis comer a minha sopa e quase a deixei arrefecer para lhe dar, colher a colher, o creme espesso com sabor a legumes. Tirou a chucha e despachou a fralda porque queria estar ali, na minha perna, a comer da minha mão. Já tinha jantado, mas pouco importava. Não era fome que tinha, mas vontade de ser mimada.

Ele veio para a outra perna, aconchegou-se do lado direito e quase me impediram de comer, os dois, ali atracados sem quererem pai ou mãe. Apenas eu, pseudo-tia, prima, palavra que desconhecem para gente crescida, apenas eu era desejada por aqueles dois pedaços de gente. Ela 2, ele 4 anos.

Trouxeram primeiro oa livros do Noddy e contei duas histórias, mais uma da Dora e outra dos números e ainda outra, dos animais. Riam-se com as vozes que inventei só para os deliciar. Acertavam nas cores e nas perguntas que os livros fazem, assim para ensinar as crianças a crescer devagarinho, mas espertas. Contei com eles os cordeirinhos do comboio que não dormia. Acertei com eles as cores de cada fruto e decidimos de quais gostávamos, ou não.

Eu não jantei. Mas foi uma fim de dia como gosto de ter. Levei-os para a cama, um a um, primeiro com histórias - mais histórias - depois com canções que eles já sabem de cor. Embalei-os e dei-lhes um beijo de boa noite.

Eles nem sonham o quanto animaram o meu dia. Mas eu conto sonhar com eles.

2 comentários:

LurdesMartins disse...

Eles pediram mimo e a mimada foste tu! É tão bom, não é?!?!
Beijinhos

DIV de divertida disse...

entao ficaste de coração cheio!!!!!!!!!!